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A diretora de sistema Cecília Lopes conta que adora vestir a sua schnauzer Luna, de 5 anos, com roupinhas coloridas, mas confortáveis
A tendência da moda pet para a temporada outono/inverno 2009 mostra que os cães mais paparicados pelos seus donos irão desfilar por aí com camisas e vestidos com estampa de onça e de zebra, além do tradicional xadrez. Essa é a principal aposta das estilistas consultadas pelo G1 para os dias frios, época do ano em que as vendas de roupa para animais de estimação ficam aquecidas.
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De acordo com Eugênia Fonseca, gerente de marketing da Pet Center Marginal, em um fim de semana de frio, a venda de roupinhas pula de cerca de 500 peças para quase 2 mil nos dois dias. À espera do crescimento da demanda com a chegada do inverno, a empresária Sueli Mottola, há mais de 20 anos à frente da Pickorrucho's, está em ritmo de produção acelerada.
Eugênia conta que fica de olho nas vitrines e coleções de lojas de gente para criar as suas peças para animais. “Se a moda é xadrez, apostamos no xadrez. Se é o roxo, vamos de roxo. Atualmente, tem uma onda de estampa de animais, como o tigrado. Assim, em alguma parte da minha coleção eu terei esses detalhes porque o cão é o espelho do dono”, afirma.
Há cerca de um ano no mercado de moda pet, a empresária Meggy Lopes Figer investe pesado no apelo fashion. Dona da grife Queen Pet, ela viaja com frequência para o exterior em busca de novidades em primeira mão.
“Moda fashion para cachorro é versátil, despojada e tem charme. Podemos sim dizer que se trata de uma moda diferenciada e com muito estilo, assim como a moda fashion para gente”, afirma Meggy, que está na Europa justamente em busca de novidades em tecidos e modelagem.
A idéia de criar a grife, conta Meggy, veio ao perceber que o mercado de moda pet ainda engatinha no Brasil. “No exterior, este mercado já está mais consolidado, e as pessoas já têm o costume de vestir os seus cachorros. Aqui no Brasil, a moda para pet, especificamente para os cães, ainda não está desenvolvida e nem assimilada por todo mundo. É uma questão de costume”.
Estejam os donos acostumados ou não, a coleção de inverno criada por Meggy tem jaquetas forradas com pele e jaquetas de pele e tricô, além de macacões e vestidos.
Apesar das coleções mudarem de acordo com a estação do ano, Sueli conta que um tema nunca sai de moda: o infantil. “O que sempre agrada é o tradicional, roupa de bicho com cara de roupa de bebê”, afirma a empresária, destacando os vestidinhos com babados e bordados típicos de roupa de criança.
Tecidos
Para não dar nó nos pêlos, roupa de cachorro precisa ter forro com algum tecido que não provoque atrito. O náilon e o cetim são os mais usados para forrar as peças. Por fora, predominam malha, flanela e algodão. Muitos estilistas apostam em algum diferencial e usam plush (muito comum em roupa de bebê), seda e pêlo de carneiro sintético, conhecido como astracan.
“Os donos não querem só a beleza, querem também funcionalidade, ou seja, a roupa tem que aquecer o cachorro, ser confortável e resistente já que eles se deitam em qualquer canto, sem deixar de ser bonita”, observa Sueli.
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Fonte: O Popular